Os solavancos geopolíticos causados pelas posturas de Donald Trump em diferentes partes do mundo, quando escrevo esse artigo, o governo americano estava envolvido com o Irã, a Groenlândia (inclusive a França estabeleceu um escritório diplomático) e outras sinecuras e alia-se a isso a nossa Selic ter sido mantida em 15%, com a ata do Bacen sinalizando o início de queda na reunião de março e os senões de sempre, ou seja, a depender do comportamento da inflação.
Estes fatos, para ficarmos somente nestes 2, levaram os operadores internacionais a colocarem uma quantia expressiva soma de recursos que já superaram os R$26Bi, se faz importante ressaltar que este movimento não se reflete de maneira expressiva em compra de ações de empresas A ou B, mas o movimento se consolidou em ETFs, com preferência majoritária dos investidores. O ETF (Exchange Traded Fund), ou fundo de Índice, que funciona como uma cesta diversificada de ativos (ações, títulos, commodities). As posições nestes papéis mantém liquidez alta e de fácil resgate, por isso que os investidores os procuram.
O Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o ano de 2025 com forte crescimento, acumulando uma valorização de 34% e fechando acima da marca de 160.000 pontos. Esse desempenho foi considerado um dos melhores em nove anos, mesmo em um cenário de juros elevados.
Fechamento 2025: O Ibovespa terminou 2025 com 32 recordes históricos.
Os aportes diários na Bovespa continuam fortes e já ultrapassando os 182 Mil/Pontos e indica que irá parar essa entrada de recursos, até porque os mercados internacionais estão passando por fortes ajustes em suas posições, principalmente e também pela fraqueza do dólar no mundo, outra consequência das políticas erráticas do governo de Donald Trump. Para se ter uma ideia, em comparação com as principais bolsas do mundo, a Bovespa em 2025 ficou acima dos índices da China, Japão, Euro Stoxx e o Nasdaq.
Com a Selic a 15% e com perspectivas de fechar em 12,5%, até por conta do cenário político local no segundo semestre, pois este é um ano de eleições e sempre provoca calafrios aqui ou acolá, dependendo de quem é o analista. Mas frisa-se que os grandes players bancários, como o Morgan Stanley, já projeta o índice Bovespa a 200.000 pontos em dezembro, significando uma taxa anualizada de 25%.
E estes cenários e a posição forte do Brasil nas exportações e os preços das commodities subindo no mundo, com exceção do petróleo, mostra que investir por aqui, onde temos o nada honroso título da segunda maior taxa de juros real do mundo, é seguro, pois o Brasil não tem histórico de calotes ou outras situações de criatividade econômica que afugenta os investidores e isso vêm desde a implantação do Plano Real em 1994.
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