Bovespa(Ibovespa) e os efeitos das tensões geopolíticas e Selic provocam entrada recordes de recursos

O que e quais são os fatores que vêm proporcionando ganhos expressivos na B3(Bolsa de Valores de São Paulo) no início de 26?

Os solavancos geopolíticos causados pelas posturas de Donald Trump em diferentes partes do mundo, quando escrevo esse artigo, o governo americano estava envolvido com o Irã, a Groenlândia (inclusive a França estabeleceu um escritório diplomático) e outras sinecuras e alia-se a isso a nossa Selic ter sido mantida em 15%, com a ata do Bacen sinalizando o início de queda na reunião de março e os senões de sempre, ou seja, a depender do comportamento da inflação. 

 

Estes fatos, para ficarmos somente nestes 2, levaram os operadores internacionais a colocarem uma quantia expressiva soma de recursos que já superaram os R$26Bi, se faz importante ressaltar que este movimento não se reflete de maneira expressiva em compra de ações de empresas A ou B, mas o movimento se consolidou em ETFs, com preferência majoritária dos investidores. O ETF (Exchange Traded Fund), ou fundo de Índice, que funciona como uma cesta diversificada de ativos (ações, títulos, commodities). As posições nestes papéis mantém liquidez alta e de fácil resgate, por isso que os investidores os procuram. 

 

O Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o ano de 2025 com forte crescimento, acumulando uma valorização de 34% e fechando acima da marca de 160.000 pontos. Esse desempenho foi considerado um dos melhores em nove anos, mesmo em um cenário de juros elevados. 

 

Cenário Recente (2025-2026): 

Fechamento 2025: O Ibovespa terminou 2025 com 32 recordes históricos.

 

  • Início de 2026: O índice manteve a tendência de alta, atingindo novos recordes, com pontuação acima de 180.000 pontos logo no início de fevereiro de 2026.
  • Fatores de Crescimento: A alta foi impulsionada por fluxo de capital para países emergentes, expectativas de queda de juros e oportunidades de valorização, mesmo com a bolsa brasileira sendo considerada barata. 

 

Os aportes diários na Bovespa continuam fortes e já ultrapassando os 182 Mil/Pontos e indica que irá parar essa entrada de recursos, até porque os mercados internacionais estão passando por fortes ajustes em suas posições, principalmente e também pela fraqueza do dólar no mundo, outra consequência das políticas erráticas do governo de Donald Trump. Para se ter uma ideia, em comparação com as principais bolsas do mundo, a Bovespa em 2025 ficou acima dos índices da China, Japão, Euro Stoxx e o Nasdaq.

 

A pergunta que se faz é: Por quanto tempo estaremos recebendo essa enxurrada de recursos atrás de rentabilidade que o Brasil proporciona?

Com a Selic a 15% e com perspectivas de fechar em 12,5%, até por conta do cenário político local no segundo semestre, pois este é um ano de eleições e sempre provoca calafrios aqui ou acolá, dependendo de quem é o analista. Mas frisa-se que os grandes players bancários, como o Morgan Stanley, já projeta o índice Bovespa a 200.000 pontos em dezembro, significando uma taxa anualizada de 25%.

 

E estes cenários e a posição forte do Brasil nas exportações e os preços das commodities subindo no mundo, com exceção do petróleo, mostra que investir por aqui, onde temos o nada honroso título da segunda maior taxa de juros real do mundo, é seguro, pois o Brasil não tem histórico de calotes ou outras situações de criatividade econômica que afugenta os investidores e isso vêm desde a implantação do Plano Real em 1994.

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