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Desdobramentos da guerra do Irã no agronegócio: Impactos nos custos e produtos

Uma breve análise dos impactos da guerra e com o infográfico abaixo (Crédito – Cogo Inteligência em Agronegócio) nos mostra a atual escalada da aventura bélica das nações envolvidas.

 

Os impactos no Brasil e no mundo inteiro, como já estão sendo sentidos. No caso Brasil, que é dependente de transporte de insumos e produção agrícola via rodoviário com caminhões em uma escala superior a 70%, os custos de frete, mesmo que o governo federal e estadual consigam retirar os impostos do Diesel, não será possível segurar os aumentos e que na cadeia produtiva impactará os preços dos alimentos e outros, causando picos de preços e inflação.

 

É só verificar Ata do Bacen na redução da Selic em míseros 0,25%. E no mundo com o bloqueio do Estreito de Ormuz (por onde passam até 25% do petróleo e gás consumidos no mundo) e os já consequentes bombardeios por parte do Irã em instalações estratégicas na produção de Gás e Petróleo, a saber no Kuwait e Catar, que provocaram pesados danos em refinarias e na extração de Gás, principalmente no Catar.

 

Já provocaram impactos significativos em países produtores e consumidores, a saber só alguns:

  1. O Catar estima que a produção de Gás foi reduzida em mais de 15% e os custos para restauração dos que foi destruído atingirá o valor de 26 Bilhões de Euros e se a guerra parasse hoje, seriam necessários de 2 a 3 anos para recuperar e colocar de volta a refinaria em sua capacidade máxima;

  2. Ministros da área econômica de nações da Europa, estimam que no caso de preço do petróleo atinja acima de U$ 120 ou mais, os impactos na economia do bloco europeu em um ano seria o equivalente a US$ 3 Trilhões de perdas econômicas por retração e desequilíbrio fiscal;

  3. O frete marítimo já foi reajustado em 30%, e que atinge o Brasil no momento de maior embarques de soja e milho;

  4. O Japão, dependente em 95% da importação de petróleo e gás, já está utilizando suas reservas, pois que precisa do petróleo dos países do Golfo Pérsico;

  5. Segurança energética está em risco, alerta a AIE(Agência Internacional de Energia);

  6. Nos últimos dias, o não arrefecimento das tensões bélicas, levou o Tesouro Nacional a recomprar R$ 49 bilhões em títulos públicos, para segurar a alta dos juros futuros.

 

Pois bem, enquanto disserto sobre o momento atual, nada garante que haverá algum retorno perto da normalidade, já que Israel bombardeou cidades na Síria, escalando a crise. Não trata-se de catastrofismo, mas de uma foto atual de uma guerra que começou sem um motivo que seja sustentável ou plausível.

 

Não cabe aqui defender ou apoiar qualquer dos envolvidos, pois isto ficará para critério de cada um, mas sim, que o momento é que não há uma saída para o conflito nas condições atuais, onde nem se negocia pactos, mas sim ataca-se mais.